O Natal de 2025 promete ser um dos períodos mais fortes do ano para o varejo brasileiro. A Confederação Nacional do Comércio (CNC) projeta uma movimentação superior a R$72 bilhões, crescimento de 2,1% em comparação a 2024. Mesmo com o avanço, o setor ainda não deve alcançar o recorde de 2019, quando o comércio natalino movimentou R$73,74 bilhões.
Os super e hipermercados devem puxar o desempenho, respondendo por mais de 43% de todo o volume financeiro — mais de R$31,5 bilhões. Em seguida aparecem as lojas de vestuário, calçados, acessórios e artigos pessoais, impulsionadas pelas tradicionais compras de fim de ano. Esse conjunto de segmentos segue como pilar das vendas natalinas no país.
Apesar do clima favorável, a CNC alerta que os juros elevados e a alta inadimplência continuam freando um crescimento maior. Mesmo assim, o Natal permanece como a principal data do varejo brasileiro, capaz de impulsionar o comércio em praticamente todas as capitais e regiões.
Para atender à demanda, o setor estima contratar 112,6 mil trabalhadores temporários — 5,5 mil a mais do que no ano passado. Supermercados e lojas de roupas e calçados devem concentrar a maior parte das vagas. A cada 100 postos criados para o período, 91 devem ser destinados a vendedores, operadores de caixa, almoxarifes, armazenistas e técnicos de vendas.