Os preços internacionais do café registraram forte queda após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirar a tarifa de 40% sobre o café brasileiro. A decisão, anunciada na noite da última quinta (20), reduziu imediatamente os custos para importadores e derrubou as cotações nas bolsas internacionais.
Na ICE, referência global do setor, os contratos futuros de café arábica caíram 4,3%, chegando a recuar mais de 6% no menor nível em dois meses. O robusta também acompanhou o movimento, acumulando queda superior a 4% e chegando a baixar 8% mais cedo. O Brasil é o maior fornecedor do produto aos EUA, que lideram o consumo mundial da bebida.
Apesar da euforia inicial no mercado, analistas afirmam que as cotações não devem recuar muito além dos níveis atuais. A oferta global continua apertada, os estoques seguem baixos e há riscos climáticos associados ao La Niña. Traders apontam que a reação foi exagerada, já que a decisão de Trump era considerada provável.
Os operadores também monitoram os danos causados pelas enchentes no Vietnã, maior produtor de robusta, que podem limitar a oferta mundial. Nos EUA, o varejo registrou alta de 40% no preço do café em setembro, pressionando a inflação de alimentos e afetando a popularidade do presidente americano.