O acidente vascular cerebral (AVC) continua sendo uma das principais causas de morte no Brasil. De janeiro a outubro deste ano, 64.471 pessoas perderam a vida em decorrência da doença, o que equivale a uma morte a cada seis minutos. Em 2023, foram 85.457 óbitos, segundo dados do Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil.
Especialistas alertam que 80% dos casos poderiam ser evitados com o controle da pressão arterial, alimentação equilibrada, abandono do cigarro e prática regular de exercícios. Entre 2019 e 2024, o tratamento de pacientes com AVC custou R$ 910 milhões ao sistema hospitalar, com mais de 85 mil internações e alto índice de ocupação em UTIs.
O AVC, dividido entre os tipos isquêmico (85% dos casos) e hemorrágico (15%), vem atingindo cada vez mais jovens. A incidência do tipo isquêmico aumentou 66% entre brasileiros com menos de 45 anos na última década, segundo a Sociedade Brasileira de AVC. O uso de anticoncepcionais, cigarro eletrônico e anabolizantes está entre os principais fatores de risco.
Neste 29 de outubro, Dia Mundial do AVC, médicos reforçam a importância de reconhecer os sinais precoces da doença, como fraqueza em um lado do corpo, fala enrolada e sorriso torto. O atendimento deve ser imediato: “cada minuto conta”, alertam os especialistas.