Empresas e instituições brasileiras destinaram R$ 6,2 bilhões para ações de impacto social em 2024, um aumento de 19,4% em relação ao ano anterior. O dado faz parte da pesquisa Benchmarking do Investimento Social Corporativo (BISC) 2025, divulgada pela Comunitas. O volume é o segundo maior da série histórica, ficando atrás apenas do pico registrado durante a pandemia da covid-19.
O estudo aponta que R$ 4,79 bilhões vieram de recursos próprios das organizações, o que representa uma elevação de 35%. Já os recursos incentivados, como leis de renúncia fiscal, somaram R$ 1,42 bilhão. As áreas de educação e cultura continuam sendo as principais destinatárias dos investimentos, seguidas por iniciativas voltadas à inclusão produtiva e à qualificação profissional.
Segundo a diretora de investimento social da Comunitas, Patrícia Loyola, a prioridade das empresas tem sido conectar o investimento social às dores do próprio mercado, como a falta de mão de obra qualificada. A pesquisa também mostra o avanço de projetos ligados à emergência climática, que passaram a fazer parte da agenda de todas as empresas analisadas.
O levantamento envolveu 337 unidades de negócios e 22 institutos e fundações corporativas, revelando que os jovens seguem como o público prioritário das ações. Além disso, cresce o modelo de co-investimento, no qual empresas e parceiros se unem para ampliar o alcance das iniciativas. Para Patrícia Loyola, “as companhias entenderam que sozinhas não vão resolver o tamanho dos problemas sociais”.