O governo federal prepara novas medidas para tentar cumprir a meta fiscal de 2027, em meio ao aumento das despesas anunciadas durante a campanha eleitoral. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a equipe econômica trabalha para garantir o cumprimento do objetivo, mas ainda não divulgou quais ações serão adotadas. A preocupação é ampliar os gastos sem comprometer ainda mais as contas públicas.
Estimativas da Instituição Fiscal Independente (IFI) apontam que pelo menos R$34 bilhões em despesas anunciadas para 2027 não estão previstos na proposta orçamentária enviada em agosto. Entre as iniciativas estão reajustes no Bolsa Família, o programa Desenrola 3.0, o Pix MEI e o Pé-de-Meia Universitário. A inclusão desses compromissos pode aumentar a pressão sobre o orçamento federal.
O cenário fiscal já apresenta sinais de preocupação. Entre janeiro e agosto de 2026, o déficit das contas públicas chegou a quase R$95 bilhões, enquanto a dívida pública alcançou 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), o maior patamar em mais de cinco anos, segundo os dados citados. O governo terá de administrar novas despesas em meio à necessidade de controlar o endividamento.
Para 2027, a meta prevê superávit de 0,5% do PIB, equivalente a aproximadamente R$73 bilhões, dentro de uma margem de tolerância. O desafio será cumprir o objetivo sem ampliar o desequilíbrio fiscal. A adoção de novas medidas para fechar as contas pode gerar impactos sobre programas públicos, despesas governamentais e decisões econômicas nos próximos meses.