Com apenas 25 anos de emancipação, Luís Eduardo Magalhães se tornou um dos principais pólos do agronegócio brasileiro e uma das cidades mais prósperas do Nordeste. O município passou de 60.105 habitantes, em 2010, para 107.909 em 2022, crescimento de 79,5%. Em 2023, o PIB por habitante chegou a R$107 mil, mais de três vezes o registrado na Bahia, de R$30,5 mil.
A força econômica ajuda a explicar a transformação da cidade, que nasceu como o povoado Mimoso do Oeste e foi desmembrada de Barreiras em 2000. Hoje, Luís Eduardo Magalhães é apontada pelo IBGE como o 28º município agrícola do país e lidera as exportações baianas, com 20,2% do total estadual. O Oeste responde por 96% do algodão e 89% dos grãos produzidos na Bahia, além de ter registrado 8,71 milhões de toneladas de soja na última safra.
Esse perfil econômico também aparece nas urnas. No primeiro turno, 62,03% dos eleitores de Luís Eduardo Magalhães votaram em Flávio Bolsonaro, contra 32,51% em Lula, em um estado onde o petista alcançou 66,17%. Em 2022, Jair Bolsonaro também foi o mais votado no município, com 58,61%. A cidade voltou a ganhar destaque nacional após ser escolhida por Nikolas Ferreira para gravar vídeos políticos nesta semana.
O crescimento, porém, também traz desafios ambientais. O Matopiba concentrou 75% do desmatamento do Cerrado em 2024, enquanto estudo da UFBA apontou outorgas que somam 17 bilhões de litros de água por dia na região. O setor produtivo afirma atuar dentro das exigências legais e com licenciamento. No fim, a diferença política de Luís Eduardo Magalhães não tem uma explicação única: em uma cidade onde a renda está fortemente ligada ao agronegócio, cada eleitor avalia a política a partir da própria realidade econômica.