A produção brasileira de DDG, coproduto obtido na fabricação de etanol de milho e utilizado principalmente na alimentação animal, pode superar 15 milhões de toneladas até 2030. A projeção é da União Nacional do Etanol de Milho (Unem) e acompanha a expansão das biorrefinarias no país, que ampliam o aproveitamento do milho além da produção de combustível.
Rico em proteína e energia, o DDG é utilizado na alimentação de bovinos, aves e suínos e vem ganhando espaço como fonte de receita para as usinas. A expansão do setor também aumenta a demanda por armazenagem, logística, automação e tecnologias voltadas ao processamento e aproveitamento dos coprodutos do milho.
O mercado internacional também começa a abrir novas oportunidades para o produto brasileiro. A China iniciou as compras de DDG do Brasil em fevereiro de 2026 e importou 262,1 mil toneladas até junho, tornando-se o principal destino das exportações brasileiras no período. O Chile também autorizou neste ano a entrada do produto produzido no país.
Além do DDG, tecnologias de processamento do milho podem aumentar o aproveitamento nutricional do cereal na alimentação animal. A floculação, por exemplo, modifica a estrutura do amido e pode elevar sua digestibilidade. Com a expansão do etanol de milho, o setor projeta uma cadeia cada vez mais integrada, envolvendo produção agrícola, energia, alimentação animal e novos mercados para os coprodutos.