A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou um acordo com o governo dos Estados Unidos para ampliar a produção de petróleo no país. Segundo ela, o protocolo prevê a participação de operadores privados, investimentos superiores a US$ 100 bilhões e o desenvolvimento de 17 campos considerados estratégicos, com potencial estimado em 65 bilhões de barris.
Rodríguez classificou o acordo como um marco histórico nas relações entre Caracas e Washington e afirmou que os investimentos deverão contribuir para a recuperação da infraestrutura da indústria de hidrocarbonetos. A dirigente também declarou que a Venezuela produz atualmente cerca de 1,23 milhão de barris de petróleo por dia, maior nível registrado desde fevereiro de 2019.
Horas antes do anúncio venezuelano, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos haviam fechado “o maior acordo de petróleo da história mundial” e que o entendimento envolveria 65 bilhões de barris das reservas venezuelanas. O país possui uma das maiores reservas de petróleo do planeta, estimadas em cerca de 303 bilhões de barris, mas enfrenta limitações de infraestrutura que reduzem sua capacidade de produção.
O acordo também ocorre meses após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar norte-americana, episódio que provocou críticas de diversos países e levantou questionamentos sobre as relações entre Caracas e Washington. Após a prisão de Maduro, Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina da Venezuela. Maduro e sua esposa, Cilia Flores, permanecem presos nos Estados Unidos.