O número de internações por doenças inflamatórias intestinais cresceu mais de 60% no Brasil nos últimos dez anos. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, os registros saltaram de cerca de 15 mil, em 2015, para quase 24 mil internações em 2024.
Entre as doenças mais comuns estão a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, condições crônicas que afetam o sistema digestivo e ainda não têm cura. Especialistas alertam que sintomas como dores abdominais, diarreia frequente, sangramentos e cansaço intenso muitas vezes são ignorados ou confundidos com problemas alimentares e estresse.
O atraso no diagnóstico pode agravar o quadro e até levar à necessidade de cirurgias. Além do impacto físico, médicos destacam que essas doenças afetam diretamente a qualidade de vida, interferindo na rotina, no trabalho e na saúde emocional dos pacientes.
Durante a campanha Maio Roxo, especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento médico e do acesso ao tratamento adequado. Em alguns casos, os medicamentos utilizados podem chegar a quase R$ 40 mil por frasco, dificultando o acesso de muitos pacientes.