Os preços dos alimentos voltaram a subir com força em março e foram os principais responsáveis pela inflação do mês, que ficou em 0,88%, segundo dados do IBGE. A alimentação no domicílio teve alta de 1,94%, bem acima dos 0,23% registrados em fevereiro, pressionando diretamente o custo de vida das famílias.
Entre os itens mais consumidos, o aumento foi expressivo. O tomate subiu 20,31%, a cebola 17,25%, a batata-inglesa 12,17% e o leite longa vida 11,74%. As carnes também tiveram alta de 1,73%. Esses produtos têm grande peso no orçamento doméstico, o que amplia o impacto da inflação no dia a dia da população.
Quando analisadas as maiores altas percentuais, os destaques ficam ainda mais evidentes. A cenoura lidera com 28,08%, seguida pela abobrinha (23,56%) e novamente o tomate. Outros itens como feijão-carioca, batata-doce e açaí também registraram aumentos significativos, reforçando a pressão sobre a alimentação básica.
Por outro lado, alguns produtos apresentaram queda e ajudaram a amenizar parcialmente o cenário. O abacate caiu 13,2%, a laranja-baía 8,19% e a maçã 5,79%. Apesar disso, a alta generalizada de itens essenciais mantém o consumidor em alerta, especialmente diante da percepção de perda do poder de compra.